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Prejuízo em São Luís! Chico Carvalho não quer investigar empresas de ônibus e prefeitura

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Câmara Municipal de São Luís para “investigar” o serviço de transporte no município é uma cortina de fumaça.

A CPI, resultado de uma iniciativa do vereador Chico Carvalho (sem partido), foi instalada para impedir uma investigação de verdade e proteger possíveis mal feitos do poder público municipal (inclusive de gestões anteriores), para não criar problemas para o prefeito Eduardo Braide e proteger as empresas de ônibus que hoje atuam em São Luís.

Diante da ausência de uma investigação de verdade, quem perderá é a população do município, que seguirá com um transporte público caro e de péssima qualidade, com a sociedade sendo impedida de conhecer os números milionário que chegam nos cofres das empresas, dinheiro público, da população e da prefeitura.

Para falar sobre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte Público de São Luís, instalada nesta semana na Câmara Municipal da Capital, o Jornal Tambor recebeu, nessa quinta-feira (02/12), o vereador Marcos Silva (Marquinhos), o primeiro a falar da necessidade de investigação, via Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI).

(Veja abaixo, no final desse texto, em nosso canal no YouTube, o Jornal Tambor, com a entrevista do vereador Marquinhos)

O vereador explicou na entrevista ao Jornal Tambor, que após ele ter anunciado que iria pedir a criação da CPI, o vereador Chico Carvalho se antecipou e formalizou um pedido de abertura. No entanto, para Marquinhos (DEM), “Chico Carvalho fez o pedido de CPI para agradar o prefeito”, disse ele.

Com dois pedidos de abertura da CPI, a mesa da Câmara Municipal unificou os pleitos e, segundo o vereador Marquinhos, foi acordado com o presidente da Câmara, Osmar Filho (PDT), que ele e Chico Carvalho seriam o relator e o presidente da Comissão de Inquérito. O acordo não foi cumprido.

O Marquinhos também evidenciou que dos cinco integrantes da CPI, três são da base do governo municipal – Álvaro Pires, Chico Carvalho e Otávio Soeiro – o que dificulta a investigação. “Percebi que eles não estão querendo de fato uma investigação séria e responsável”, denunciou.

Além dos três, Marquinhos e Astro de Ogum (PCdoB) também compõem a comissão. O vereador do DEM afirmou que caso não ocupe o cargo da relatoria, como estava no acordo com Osmar Filho, ele sairá da CPI em definitivo.

O vereador também reclamou a ausência do co-vereador Jhonatan Soares, do Coletivo Nós (PT).

Além disso, Marquinhos salientou que para um bom funcionamento da comissão é necessário expor “os contratos, as planilhas de custos, convocar o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), além de outros personagens importantes”.

Outra demanda é o questionamento do pagamento de 12 milhões de reais feito pela Prefeitura de São Luís às empresas de transporte, para que a greve dos rodoviários – que durou 12 dias – chegasse ao fim. Para ele, também é preciso expor as planilhas referentes a estes pagamentos, porque não há transparência em relação aos documentos.

A Agência Tambor tentou contato com a assessoria do vereador Chico Carvalho. Enviamos mensagem na quinta (02/12) às 12h20. Até o fechamento desta matéria, não obtivemos retorno. Seguimos abertos às considerações do vereador Carvalho (o outro lado), sobre o grave assunto tratado nesse texto.

Veja abaixo, a edição completa do Jornal Tambor, incluindo a entrevista com o vereador Marquinhos 👇🏿👇👇🏾

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