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Equinox Gold deixa comunidade maranhense sem água

Imagem: Reprodução

No dia 25 de março de 2021, ocorreu o rompimento da barragem Pirocaua da empresa canadense Equinox Gold, localizada no distrito de Aurizona no município de Godofredo Viana (MA), gerando sérias consequências para os moradores daquela região.

Um ano depois deste crime ambiental, cerca de 1.500 pessoas na comunidade ainda estão sem água potável por consequência da tragédia.

Desde então, a Agência Tambor tem acompanhado os desdobramentos do caso. E para tratar do tema, o Jornal Tambor desta segunda-feira (21/03), entrevistou Dalila Calisto, da direção do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) no Piauí e Maranhão e Daiane Lima, moradora da comunidade de Aurizona (Maranhão) e militante na MAB.

(Veja abaixo o Jornal Tambor com Dalila Calisto e Daiane Lima)

A diretora da MAB afirmou que “o modo como a empresa Equinox Gold lidou e lida com a grave situação dos moradores é violenta e desrespeitosa”. De acordo com ela, ainda que a companhia esteja proporcionando água mineral, reivindicada pela comunidade, tem ameaçado suspender a doação da água mineral e o carro pipa.

Além disso, Dalila pontuou que há outros problemas que envolvem o empreendimento canadense, como as diversas explosões com dinamites que danificam as estruturas das casas, assim como geram receio por mais rompimentos de barragens que possam afetar a região.

Ela também evidenciou em sua fala que a Equinox Gold tem tentando sanar as manifestações dos moradores sobre o caso. “É como se as pessoas não tivessem direito e não pudessem reclamar”, destacou ela.

Questionadas sobre respostas do Poder Público pela situação, a moradora Daiane Lima disse que é uma luta muito grande para que sejam ouvidos pelos órgãos públicos. Ela diz que eles não participam e nem influenciam para que melhore a vida dos moradores, pelo contrário, parecem estar ao lado do empreendimento canadense.

Não bastando toda a gravidade do caso, a empresa Equinox Gold processou judicialmente cinco pessoas da MAB, incluindo as entrevistadas, também na tentativa de silenciamento.

Enquanto isso, cerca de 1.500 pessoas continuam sem água potável há um ano e sem previsão de quando o problema, gerado pela companhia estrangeira, será solucionado.

Para falar também da grave situação, a MAB fará uma coletiva de imprensa na sexta-feira, dia 25 de março – data que completa um ano do rompimento da barragem – às 9h30, ainda sem local confirmado.

(Veja na íntegra o Jornal Tambor com Dalila Calisto e Daiane Lima) 👇🏿👇🏼👇👇🏽

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