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Passagem de Lula pelo Maranhão é avaliada na Tambor

Da Agência Tambor
25/08/21

Lula (PT) esteve no Maranhão entre os dias 18 e 20 de agosto. O ex-presidente se encontrou com organizações e movimentos sociais, com o governador Flávio Dino (PSB), com Roseana e José Sarney e outros políticos do MDB.

Na última segunda-feira (23), no Jornal Tambor, os jornalistas Emilio Azevedo e Flávia Regina avaliaram a repercussão da visita de Lula.

VEJA ABAIXO A ENTREVISTA

Ao responder sobre o encontro entre Lula e Sarney, Emilio pontuou que ‘’política não é um jogo de mocinhos e bandidos’’ e comenta que ‘’é péssimo ver Sarney ao lado de Lula, mas as circunstancias exigem’’

‘’Sarney é um ex-presidente que ainda tem alguma força política e quer conversar com o Lula. É melhor tê-lo ao lado de um candidato democrático do que ao lado de Bolsonaro, apoiando um golpe’’ complementa.

De acordo com o jornalista, o que está em jogo atualmente é um retrocesso que destrói o pacto constitucional de 88, aprofunda a desigualdade e a violência e piora uma democracia que já era ruim.

Nessa conjuntura, não caberia o dogmatismo ou o comportamento de um ‘’menino mimado que acha que as coisas vão se resolver do seu jeito’’. Emilio ressalta que a esquerda sozinha não tem força suficiente para derrotar o bolsonarismo.

‘’Lula não é o messias que vai nos salvar, mas é a principal liderança democrática do país e o candidato mais viável para interromper a ascensão da extrema-direita’’ frisou.

Na avaliação dos jornalistas, a passagem de Lula pelo Maranhão teve saldo positivo para o petista. Lula se encontrou com diversos partidos e setores da sociedade, a exemplo da FETAEMA, do MST, CNBB, SMDH.

O governador do Maranhão, Flávio Dino, assinou o projeto de lei que cria o Estatuto Estadual dos Povos Indígenas. Na cerimônia, Lula foi homenageado pelos povos originários como ‘’guardião dos territórios’’.

Na coletiva de imprensa realizada na sexta (20), Lula fez uma autocrítica sobre a falha dos governos petistas na implementação de um novo marco regulatório da mídia e destacou: ‘’ou a gente faz isso agora, ou vamos continuar sendo vítima da espoliação de meia dúzia de famílias que mandam na comunicação brasileira’’

Flavia acredita que depois de ser perseguido pela mídia durante a operação Lava Jato, Lula vai enfrentar esse tema, mas não com a profundidade exigida. Emilio acrescenta que a democratização da comunicação passa também por formação, organização política e financiamento.

Num eventual novo governo Lula, Emilio declara que o campo popular precisa criar uma agenda, acumular forças e ter capacidade de mobilização para ampliar a democracia.

Veja esse programa na íntegra no nosso canal do Youtube: 

https://youtube.com/channel/UCSU9LRdyoH4D3uH2cL8dBuQ

Ouça pela plataforma Spotify, o debate sobre a passagem de Lula pelo Maranhão. 

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