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Bolsonaro quer jogar as instituições no lixo

Da Agência Tambor
Por Paulo Vinicius Coelho
12/08/2021

Os conflitos do governo federal com o judiciário e outras instituições, os reflexos desses embates, a tentativa de Bolsonaro de impor um projeto autoritário de poder e outros absurdos da conjuntura política foram as pautas do Jornal Tambor desta segunda-feira (9) com a participação de Flavia Regina Melo e Emílio Azevedo.

VEJA ABAIXO A ENTREVISTA

A democracia brasileira está ameaçada. Desde 2018, com a eleição de Bolsonaro, o temor de uma nova ditadura é permanente. No entanto, ‘’não é preciso um golpe militar para que se tenha um projeto autoritário no governo’’.

De acordo com Emilio, o autoritarismo de Bolsonaro nega, além da democracia, ‘’a civilidade, a diversidade e a justiça social’’. Para isso, ‘’aposta na desigualdade, na mentira, na corrupção e na violência’’.

No sábado (7), em Santa Catarina, Bolsonaro se referiu ao ministro do STF e presidente do TSE, Luis Roberto Barroso, como ‘’filho da puta’’. O episódio é mais uma aberração num governo onde o absurdo é cotidiano, diz Emilio.

‘’Bolsonaro joga a República no lixo pra que ele possa fica acima com seu projeto autoritário e seu discurso de mentira’’ frisou.

Na atuação para tentar liquidar as instituições, Bolsonaro tenta pintar o judiciário de quadrilha ao mesmo tempo em que se associa ao crime organizado no Congresso, representado por Arthur Lira e Ciro Nogueira. ‘’Bolsonaro é o cara que bate a carteira e sai gritando ‘pega ladrão’ compara Emilio.

Para lutar contra o governo, Flavia Regina ressalta que o campo progressista precisa avançar na questão midiática, lidar melhor com as redes sociais e estar atento ao gabinete do ódio bolsonarista.

As ferramentas digitais utilizadas por Bolsonaro perderam força de 2018 pra cá, mas não devem ser menosprezadas. ‘’Os absurdos do governo Bolsonaro só são absurdos porque existe uma máquina de propagação, uma rede de ódio, uma milícia digital’’ enfatiza Flavia.

A jornalista acrescenta que o bolsonarismo ainda tem a capacidade de pautar o debate público e cobra prioridade em temas como pobreza, desemprego, violência no campo e corrupção no governo. ‘’Isso pouco reverbera porque nós falamos mais das falas estapafúrdias do Bolsonaro’’ advertiu.

Flavia também alertou que ‘’só o Lulinha paz e amor como contraponto ao gabinete do ódio não vai triunfar’’ e citou a orquestração que faz com que a classe média conservadora continue repetindo ‘’tudo menos o PT’’.

Emilio complementou declarando que no jogo contra a necropolítica de Bolsonaro, ‘’está valendo o Lulinha paz e amor, o jovem que está indo para a rua protestar, o papel que tem sido feito pelo STF…’’

Todas essas forças somadas para não permitir que a desigualdade e a violência brasileira sejam exacerbadas e para ‘’botar a pauta do impeachment na rua, porque motivos jurídicos já existem’’.

‘’Ele está sentado na cadeira da presidência da República sob uma série de absurdos e um absurdo a mais será a aceitação disso’’ finalizou Emilio.

Veja, em nosso canal no YouTube, a edição completa do Jornal Tambor, incluindo o debate entre Emilio Azevedo e Flávia Regina.

Ouçam abaixo, plataforma Spotify, o debate entre Emilio Azevedo e Flávia Regina sobre a atual conjuntura.

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