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Barbárie no Maranhão! Quem manda matar trabalhador rural articula a impunidade?

José Francisco Lopes Rodrigues, morto em 2022

O ambiente é de barbárie! No Maranhão existe uma rede articulada para matar trabalhadores rurais, promover a impunidade e naturalizar a violência. E muitos conflitos seguem judicializados, inclusive onde ocorreram assassinatos.

O Jornal Tambor ouviu hoje (09/05) Iriomar Teixeira, advogado dos Fóruns e Redes de Cidadania do Maranhão. Ele atua diretamente em Arari, município onde conflitos fundiários resultaram no assassinato (execução) de cinco trabalhadores rurais, nos últimos dois anos. Além das mortes, houve tentativas de assassinatos.

É inacreditável que até o momento ninguém foi preso, por conta desses crimes em Arari, nenhum mandante ou pistoleiro.

(Veja, no final desse texto, o Jornal Tambor com a entrevista completa de Iriomar).

Em Arari as vítimas foram José Francisco Lopes “Quiqui” (assassinado em 2022), João de Deus Moreira (assassinado 2021), Antônio Gonçalo Diniz (assassinado em 2021), Juscelino Fernandes Diniz (assassinado em 2021) e Wanderson de Jesus Rodrigues Fernandes (assassinado em 2021).

João de Deus Moreira Rodrigues, morto em 2021
Antônio Gonçalo Diniz, morto em 2021
Juscelino Fernandes Diniz e Wanderson de Jesus Rodrigues Fernandes 
são respectivamente pai e filho, mortos em 2021

Representantes da ONU, autoridades da Igreja Católica, bispos e organizações sociais de diferentes pontos do Brasil tem se manifestado sobre os casos ocorridos no Maranhão, por conta de conflitos fundiários.

Sobre essa grave situação, Iriomar também reclamou das Licenças Ambientais dadas pela Secretária de Meio Ambiente do Estado e lembrou da importância da ação movida na Justiça por Fetaema, SMDH e Defensoria Pública, que hoje impede a emissão de novas licenças, sem que tenha a consulta prévia das comunidades atingidas.

Segundo o advogado, há também um processo de criminalização de pessoas do campo, com ações judiciais e prisões ilegais de lideranças das comunidades. Juscelino e Wanderson, pai e filho assassinados, chegaram a ser presos em 2019.

Ele cita que esta complacência do Estado e a impunidade diante a estes crimes ratifica o racismo estrutural na sociedade. “Para a elite brasileira, negros, quilombolas, são vidas sem importância”. Iriomar Teixeira ressalta que “não podemos nos confortar ou calar com essa violência no Maranhão”.

(Veja o Jornal Tambor com a entrevista completa de Iriomar) 👇🏾👇🏿👇🏾👇🏿

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