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Campanha contra a fome é iniciativa de movimento sindical e organizações populares

Nessa quinta-feira (9), o Jornal Tambor entrevistou o coordenador da União Estadual de Apoio à Moradia Popular Gestor de Recursos Humanos, José Raimundo Trindade (Zequinha) e a educadora popular, militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e assentada da Reforma Agrária Popular, Simone Silva.

Os entrevistados falaram sobre a campanha de Solidariedade que centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais do Maranhão estão realizando com objetivo de combater a fome da população em São Luís.

(Veja, no final desse texto, a edição completa do Jornal Tambor e entrevista com Zequinha e Simone)

Simone Silva evidenciou que nos últimos dois anos a insegurança alimentar piorou no Brasil, por conta do governo Bolsonaro. Além disso, a pandemia só agravou ainda mais esta situação.

Hoje em dia o Brasil tem mais de 19 milhões de pessoas em situação de fome e cerca de 15 milhões de desempregados.

Segundo a educadora popular, a campanha é permanente e está atuando desde maio deste ano. É uma mobilização para auxiliar a realidade de muitas pessoas em vulnerabilidade.

“A campanha veio para cultivar a solidariedade, para alimentar o nosso povo e assim fazer a resistência e as transformações necessárias”, afirmou ela.

De acordo com os dados levantados, a militante ressalta que no Maranhão 62% dos lares vivem nesta perspectiva de extrema pobreza.

Outro ponto em destaque, de acordo com Zequinha, é que o Brasil voltou para o mapa da fome, insegurança alimentar e pobreza.

Ele evidenciou que muitas pessoas desempregadas já desistiram de procurar um emprego por não estarem vendo possibilidades dentro do mercado de trabalho. Por conta disso, muitas vezes, ficam entre um pequeno serviço temporário e outro.

“É importante os movimentos sociais e centrais sindicais puxarem essa campanha e tentar levar um pouco de comida e solidariedade para essas famílias; que estão passando por dificuldade financeira”, disse ele.

Os entrevistados também apontaram a contradição do Brasil ter boa parte dos alimentos fornecidos pela agricultura familiar e ainda assim estar a serviço do agronegócio que coloca milhares de pessoas em situação de extrema pobreza e outros direitos violados.

(Veja, logo abaixo, a edição completa do Jornal Tambor, incluindo a entrevista com Zequinha e Simone) 👇👇🏾👇🏿

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