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Viana – Povo Gamella luta também por saúde pública

O povo Akroá-Gamella, da Terra Indígena Taquaritiua, no Maranhão, têm reclamado da dificuldade de atendimento médico para a população no seu território.

Segundo relatos, há insegurança por conta das ameaças frequentes – como a do último dia 18 de novembro, quando 16 indígenas foram presos após defenderem a região de jagunços armados -, e também por causa da localização do posto de saúde, que fica ao lado da BR.

De acordo com Preta Akroá-Gamella, vários indígenas, devido ao receio de saírem de suas casas para o posto de saúde, estão há muito tempo sem consultas médicas. Além disso, alguns acabam gastando com hospitais particulares, embora não tenham recursos financeiros o suficiente para pagá-los.

“As pessoas são obrigadas a pagar hospital particular, porque não têm como gerar encaminhamento no posto”, expôs à Agência Tambor.

Segundo seu relato, sua avó teve um AVC há um ano, mas desde então não consegue consultas periódicas para avaliar sua saúde, embora precise de constante acompanhamento de um profissional.

“Temos dificuldade de sair de casa para pegar senha às 4h da manhã. É muito perigoso, porque estamos ameaçados”, afirmou Preta.

Além disso, ela também destaca que após o ataque de 30 de abril de 2017 – que deixou 22 indígenas feridos, providências foram acordadas com o Poder Público estadual e federal onde equipes multidisciplinares de saúde fossem até o território indígena fazer o atendimento à população, mas até agora isso não teria acontecido.

Segundo Preta Akroá-Gamella, as Casas de Apoio à Saúde Indígena (CASAI) também têm gerado dificuldade ao povo, já que o Órgão solicita que eles se encaminhem até o posto de saúde.

Além dos problemas de atendimento, Preta alerta que algumas pessoas moradoras da região ainda não foram vacinadas contra Covid-19 e pede atenção sobre isso. Também há falta de medicamentos e outros materiais de saúde para a população.

O povo Akroá-Gamella têm solicitando que equipes médicas possam ir até o território indígena para realizarem um atendimento adequado, como foi acordado em 2017. Mas, enquanto isso não acontece, os indígenas da região sofrem sem respostas do Poder Público federal e estadual.

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