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CNBB, pastorais e movimentos querem providências para assassinatos e violências no campo

Coletiva “Escalada de conflitos, violência e assassinatos no campo, no Maranhão”.

Nesta quarta-feira (17), no Instituto de Estudos Superiores do Maranhão (IESMA), aconteceu entrevista coletiva articulada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), junto com pastorais sociais e alguns movimentos populares, tratando do tema “Escalada de conflitos, violência e assassinatos no campo, no Maranhão”.

(A Agência Tambor acompanhou todo o evento, fez transmissão ao vivo pelo nosso Canal no YouTube. Veja o vídeo abaixo, no final do texto).

O objetivo foi tratar dos assassinatos e as diversas formas de violências por conta da expansão do agronegócio no Maranhão, atingindo comunidades tradicionais, afetando povos originários, quilombolas, ribeirinhos e muitos outros.

Na semana passada houve o caso da morte da quebradeira de coco e seu filho – Maria José Rodrigues e José do Carmo Correia Junior – que, segundo denúncias, foram esmagados por palmeiras derrubadas por um fazendeiro na Comunidade Bom Lugar, em Penalva (MA).

Foi mais uma tragédia, de várias que vem ocorrendo nos últimos meses, no Maranhão. Diversas organizações vêm denunciando o aumento dessa violência, neste ano de 2021. Diante disso, na coletiva de hoje (17), várias falas cobraram ações do Governo do Estado.

Além disso, os participantes da coletiva também pontuaram a ação do governo federal, na figura de Bolsonaro, como quem beneficia os grileiros e fazendeiros, enquanto desampara os povos indígenas, quilombolas e outras comunidades tradicionais.

Representando a articulação indígena e a Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, Rosa Tremembé evidenciou a indignação e tristeza em relação ao alto índice de mortes no estado. “Perdemos muitos pela violência em nome do lucro, desse capitalismo selvagem”, disse ela.

Para o bispo católico Dom Valdeci, a coletiva foi importante para dar visibilidade a essa problemática que está acontecendo no campo. “Que nos leve ao compromisso de lutar para que de fato as impunidades e todos os direitos negados sejam respeitados”, evidenciou o líder religioso.

O evento teve fala de abertura de Marta Bisbo e Dom Valdeci, em nome da CNBB. E entre os que usaram a palavra depois deles, além da Teia de Povos e Comunidades Tradicionais do Maranhão, estiveram representantes dos Fóruns e Redes, do Movimento dos Quilombolas do Maranhão, pessoas de comunidades atingidas e agentes pastorais.

Veja, abaixo, pelo YouTube da Agência Tambor, o evento da CNBB, com pastorais sociais e movimentos populares. 👇👇🏾👇🏿

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Saul Fontoura

Não podemos aceitar violência nos povos tradicionais. Violência está vem acontecendo pelo agronegócio prá ter espaço de terras não respeitando os povos tradicionais.


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