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Reservatório do Batatã tem cheiro de enxofre! Qual a São Luís que queremos? Poluída e sem água?

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Por Emilio Azevedo
28/04/2021

A cidade de São Luís, a capital do Maranhão, é hoje uma cidade com sérios e diferentes problemas de poluição e falta d’água.
E a coisa pode piorar! E pode piorar muito! Sobre esse assunto, conversamos hoje com a geóloga e professora da UFMA, Edilea Dutra Pereira. Você pode acessar essa entrevista através dos links que estão no final desse texto.

Problemas graves!

As indústrias pesadas e poluentes, junto com grandes construtoras, seguem de olho no que resta de área verde na ilha. São como predadores, farejando dinheiro, prontos para matar!

São empresas sem nenhum compromisso social ou ambiental e que tentaram, na gestão do ex-prefeito Edivaldo Holanda Júnior, impor um plano diretor (a lei que planeja a cidade) que comprometeria profundamente o já complicado cotidiano de São Luís.

Edivaldo Holanda Júnior aceitou o jogo sujo das grandes empresas. E a FIEMA, a Federação das Indústria do Estado do Maranhão, foi a grande fiadora desse golpe.

No entanto, setores da sociedade civil de São Luís conseguiram barrar a antiga proposta de Lei do Plano Diretor, que hoje está vencido por conta de irregularidades e irresponsabilidades da gestão anterior do município.

A Agência Tambor promoverá um debate sobre esse tema! É extremamente necessário falar sobre o Plano Diretor de São Luís, o planejamento do município, a brutal poluição e falta d’água que já atinge grande parte da cidade! Qual a cidade que queremos?

O inchaço ocorrido nas últimas décadas representou um desastre: crise hídrica, poluição generalizada, inclusive do ar, das praias, dos rios e das reservas.

As indústrias pesadas têm na Vale e Alumar as maiores expressões. Essas querem destruir a nossa necessária zona rural.

No campo imobiliário, a esculhambação e irracionalidade esteve presente desde a construção de habitações populares, até apartamentos de luxo na Ponta d’Areia, passando por centenas de condomínios de classe média. Tudo feito na marra!

Como falar na lucrativa indústria de turismo numa cidade que é Patrimônio Cultural da Humanidade e todas as praias são impróprias pra banho?

Tem que ter um freio de arrumação! A avareza cega das indústrias (incluindo construção civil) tem que ser contida. A Ilha toda perde!

A elite de São Luís precisa se submeter à lógica de que civilização pressupõe preservação da vida! E que proteger meio ambiente não é papo de extremistas ou radicais de esquerda. Será que ainda precisa desenhar?

Segue abaixo a entrevista da professora Edilea Dutra Pereira, para o Jornal Tambor. Nela, começamos a tratar da crise hídrica na Ilha, do baixo nível nos reservatórios de água, da ameaça as chamadas áreas de recarga, além da salinização da água subterrânea e os vários ataques as áreas de preservação.

Nessa entrevista, a professora diz que o reservatório do Batatã, de onde sai a água que abastece parte de São Luís, hoje tem cheiro de enxofre, por conta da contaminação de esgoto in natura e matéria orgânica.

A Agência Tambor voltará ao assunto sobre a São Luís que queremos!

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