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ONU cobra Governo Brasileiro por violações à comunidade de Pequiá/Açailândia-MA

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Da Agência Tambor
Por Danielle Louise
17/09/2020

Na 45ª Sessão Ordinária do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU, que acontece nesta sexta-feira (18), de modo híbrido, será apresentado um relatório sobre as violações de direitos humanos à comunidade Pequiá em Açailândia-MA. 

A presidente da Associação de Moradores e Moradoras de Pequiá, Francisca Sousa Silva (Dona Tida), participou do Radiojornal Tambor, desta quarta-feira (16) e falou sobre o processo de luta da comunidade para a conquista do reassentamento e a apresentação desse documento à Organização das Nações Unidas (ONU).

Ela destacou que os moradores sofrem com a pouluição causada pelas siderúrgicas e pela empresa Vale, há 30 anos e que não houve, até hoje, nenhum apoio por parte dos governantes para resolver a situação recorrente.

De acordo com a ativista, por conta da contaminação do ar em Pequiá e a morte do marido em decorrência de câncer de pulmão, que pode ter sido causado por estas impurezas lançadas pelas empresas instaladas naquele território, ela mudou-se para a comunidade vizinha, com receio de sofrer o mesmo fim.

Questionada pela jornalista Flávia Regina Melo, se as empresas oferecem algum tipo de suporte médico para os moradores da região, Dona Tida afirmou que não. “Na verdade eles falam que estamos mentindo dizendo que a terra não era deles. Falam que nós quem invadiu (sic) o terreno deles”, explicou ela.

Francisca Sousa Silva pontuou a importância desta cobrança ao governo federal, pois há 15 anos a comunidade de Piquiá luta pelo reassentamento. “Vamos continuar na luta até o fim”, enfatizou a ativista. 

O relatório será apresentado, na 45ª Sessão Ordinária do Conselho de Direitos Humanos (CDH), pelo chileno Marcos Orellana, novo relator da ONU sobre gestão de substâncias e resíduos perigosos.

Ouça a entrevista completa em nosso TamborCast.

 

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