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Liberdade pede reconhecimento como quilombo urbano ao Governo do MA

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Foto: Reprodução

Via: Giovana Kury/Agência Tambor

Moradores do bairro da Liberdade, Camboa, Fé em Deus e Diamante, de São Luís, farão uma Audiência Pública para solicitar ao Governo do Maranhão o reconhecimento da região como quilombo urbano. O evento acontecerá às 13h da próxima quarta-feira (2), no auditório Plenarinho da Assembleia Legislativa do Maranhão, e é aberto ao público.

Caso receba o certificado da Fundação Palmares, de âmbito federal, a área entitulada de Território Liberdade Quilombola será o 1º quilombo urbano do estado do Maranhão. O processo é aguardado desde novembro de 2018. A aprovação, inicialmente prevista para o final do ano passado, agora tem prazo para o dia 5 a 20 de outubro deste ano.

O objetivo da plenária desta quarta é antecipar o processo de certificação federal, propondo primeiramente o reconhecimento a nível estadual. “Assim, o governo do estado vai poder nos direcionar políticas públicas específicas quilombolas”, explica Raquel Almeida, representante do CISAF (Centro de Integração Sócio-Cultural Aprendiz do Futuro) e moradora da Liberdade.

Raquel e Nicinha Durans, gestora da entidade Quilombo Urbano Hip Hop Militante, foram as entrevistadas do dia pela Rádio Tambor.

Além destas, mais diversos grupos assinaram a Ata de Auto Definição do Território Liberdade Quilombola: o Movimento pela Saúde dos Povos (MSP), a União de Negros e Negras pela Igualdade (UNEGRO), o Grêmio Recreativo e Cultural Libertos na Noite/Bloco Afro Netos de Nanã, Ilê Ashé Sogbô, Ilê Ashé Obá Yzoo, a Comunidade Viva/ Assa Cana, o Boi de Apolônio da Floresta, a Sociedade Junina Bumba Meu Boi da Liberdade/Ponto de Cultura Mestre Leonardo, o Conselho Comunitário da Camboa e a Associação Desportiva Cultural Recreativa e Social do Bairro Liberdade (ADECLES).

Quilombos Urbanos

O surgimento dos quilombos se dá na época em que africanos foram sequestrados de seu continente pelos colonizadores e trazidos à força do Brasil para serem escravizados. Aqueles que conseguiam fugir acabavam por formar pequenas comunidades no meio de florestas – os quilombos – ou em meios urbanos – quilombos urbanos.

“Alí viviam os negros que não aceitaram, se rebelaram e resistiam à escravidão, mas também brancos fragilizados pelo sistema”, contou Nicinha. Com o passar do tempo, essas comunidades permaneceram, preservando sua própria cultura e com suas necessidades específicas. 

“As pessoas reproduzem as relações que existem nos quilombos rurais, e isso é muito forte na Liberdade. É um bairro negro”, explicou a gestora. Segundo ela, esta é uma das razões pelas quais é tão importante a certificação como quilombo urbano: necessidades específicas exigem políticas específicas. “Queremos que nosso quilombo seja reconhecido para termos nossas políticas públicas diferenciadas. Saúde e educação quilombola”, disse.

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