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Epidemiologista afirma: “é necessário manter uso de máscaras e distanciamento social”

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Da Agência Tambor
Por Paulo Vinicius Coelho
15/07/2021

Ontem (14), o Jornal Tambor recebeu o epidemiologista e professor do Departamento de Saúde Pública da UFMA, Antônio Augusto Moura da Silva. O tema da entrevista foi a atual situação da pandemia, a eficácia das vacinas e a preocupação com as novas variantes do coronavírus.

VEJA ABAIXO A ENTREVISTA

Evitar aglomerações e ambientes fechados, uso de máscara e higienização das mãos. As medidas protetivas contra a Covid-19 continuam valendo, mesmo com o avanço da vacinação.

O professor Antônio Silva explica que nenhuma vacina protege 100% contra qualquer doença. Mesmo os vacinados com as duas doses ainda podem ser infectados, porém, o risco de desenvolver a forma grave da doença reduz drasticamente.

O professor afirmou que as medidas restritivas só devem ser flexibilizadas quando atingirmos uma imunidade coletiva, ou seja, quando mais de 70% da população estiver vacinada com as duas doses. Nesse cenário ‘’o vírus encontra dificuldade maior de circulação e o risco de transmissão cai muito’’.

Atualmente, todas as vacinas administradas no Brasil têm, após aplicação das duas doses, eficácia superior a 90% na redução de mortes por Covid.

Questionado sobre a possível necessidade de vacinar anualmente a população, Antônio Silva respondeu que ‘’nós não sabemos quando vai ser preciso revacinar, mas sabemos que vai’’. Estudos estão sendo feitos para saber em que nível a proteção acaba e quando se atinge esse nível.

Nesse momento da pandemia, as variantes são uma das maiores preocupações, inclusive, porque existe a possibilidade de surgir uma mutação que escape da proteção vacinal.

Normalmente, todo vírus sofre mutações, mas ‘’se você tem o vírus circulando em milhões de pessoas ao redor do mundo, essa taxa de mutação acaba se acelerando devido as inúmeras passagens que o vírus vai fazendo de uma pessoa a outra’’ afirma Antônio Silva.

Perguntado sobre uma possível volta às aulas em São Luís em agosto, o epidemiologista declarou que a transmissibilidade alta ainda representa um grande risco, mas a decisão sobre um retorno precisa pesar o enorme prejuízo obtido com as crianças fora da escola.

O Brasil possui a nona maior taxa de mortalidade por covid do mundo. Cerca de 2.500 pessoas a cada 1 milhão morrem em decorrência da doença.

O primeiro fracasso brasileiro no combate a Covid, segundo o professor, foi não ter fechado as fronteiras logo no início da pandemia.

O segundo ‘’fracasso retumbante’’ foi não ter aproveitado de maneira correta as ferramentas do Sistema Único de Saúde (SUS), destacadamente o Programa Saúde da Família (PSF). ‘’Desperdiçamos um capital humano precioso que nós temos’’ de acordo com Antonio Silva.

A falta de testagem em massa, a visão equivocada de que seria possível atingir imunidade coletiva por meio do contágio e a insistência em remédios sem eficácia comprovada também foram apontadas pelo professor.

Com o número de mortes em queda, mas a transmissibilidade ainda alta, Antônio Silva guarda a esperança de que até o fim do ano nós possamos ‘’enxergar uma luz no fim do túnel’’

Veja abaixo, em nosso canal no YouTube, a edição completa do Jornal Tambor com a entrevista do epidemiologista Antônio Augusto.
https://youtu.be/AM1XLJ6bmPA

Ouça abaixo, pela plataforma Spotify, a entrevista do epidemiologista Antônio Augusto ao Jornal Tambor.

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