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CPT lança hoje relatório de conflitos no campo

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Hoje, dia 21 de maio, terça-feira, às 14 horas, a Comissão Pastoral da Terra (CPT) no Maranhão lançará a publicação Conflitos no Campo Brasil 2018 no Auditório do Departamento de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), na capital São Luís. Essa é a 34ª edição do relatório anual que reúne dados sobre os conflitos e violências sofridas pelos trabalhadores e trabalhadoras do campo brasileiro, neles inclusos indígenas, quilombolas e demais povos tradicionais. Além dos dados sobre o estado, também serão debatidos as informações sobre a região da Amazônia Legal.
O evento de lançamento contará com a presença de Márcia Palhano, da coordenação da CPT no Maranhão; Luís Ventura, representante da Rede Eclesial Pan-Amazônica (REPAM); Wagner Cabral, professor de História da Universidade Federal do Maranhão (UFMA); Rosenilde Gregório, do Movimento Interestadual de Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB); Flávio Lazzarin, agente da CPT e representante da CNBB Regional NE 5; Padre Francisco das Chagas, representante da Diocese de Brejo (MA); Gilson Rego, membro da coordenação da CPT no Pará e da Articulação das CPT’s da Amazônia; e Ducenilde, quilombola do Território Aldeia Velha, do município de Pirapemas (MA).
Terceiro lugar no Brasil em ações de pistolagem (foram 1.065 em ações de pistoleiros contra famílias em 2018), o estado do Maranhão registrou 201 conflitos no campo que envolveram 80.803 pessoas. Deste total, 199 são conflitos por terra e 2 trabalhistas. O Maranhão é o 6º estado com maior área em disputa: são 989.745 hectares. No ano passado, neste estado, de biomas Amazônia e Cerrado, 316 famílias foram despejadas; 1.638 famílias sofreram ameaças de despejo; 2.235 famílias sofreram tentativa ou ameaça de expulsão de suas terras; 462 tiveram suas casas destruídas; e 111 tiveram suas roças destruídas.
Nestes primeiros meses de 2019, a violência no campo já fez 11 vítimas, sendo dois casos de massacres no município de Baião, no Pará, com 6 mortes. Dois outros assassinatos ocorreram no Amazonas, dois no Mato Grosso e um na Bahia. Esses dados parciais evidenciam, novamente, a Amazônia Legal na liderança do ranking dos conflitos agrários.
::. Acesse a publicação Conflitos no Campo Brasil 2018
Amazônia
A região conhecida como Amazônia Legal detém cerca de 61% do território brasileiro e compreende nove estados: Acre, Amazonas, Amapá, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima, Tocantins e parte do Maranhão. 49% dos 1.489 conflitos no campo no Brasil registrados pela CPT em 2018 ocorreram na Amazônia. E das 960.630 pessoas envolvidas em conflitos, 62% (599.084) estão nessa região.
O Centro de Documentação Dom Tomás Balduino, da CPT, também registra o número de hectares em disputa no Brasil, que em 2018 subiu 6,5% em relação ao ano anterior, passando para 39 milhões e 425 mil hectares implicados em conflitos agrários. Deste total, 97,7 % das áreas em conflitos estão na Amazônia Legal, ou seja, 38.523.167. Toda essa extensão territorial alvo de disputa indica, de modo incontestável, a forte invasão que essa região vem sofrendo e que há uma questão (de reforma) agrária em aberto. Confira outros dados sobre a Amazônia Legal:
Dos 28 assassinatos que ocorreram no campo no Brasil em 2018, 24 estão na Amazônia Legal (16 no Pará, 6 em Rondônia, e 2 no Mato Grosso);
Das 28 tentativas de assassinatos que ocorrem no Brasil ano passado, 17 foram em estados da Amazônia Legal (10 no Pará, 3 em Rondônia, 1 no Maranhão, 1 no Mato Grosso, 1 no Tocantins e 1 no Amazonas);
Das 165 pessoas ameaçadas de morte, 121 estão na Amazônia Legal (57 no Maranhão, 49 no Pará, 6 em Rondônia, 4 no Mato Grosso, 2 no Amazonas, 1 no Acre, 1 em Roraima e 1 no Tocantins);
Das 197 prisões de trabalhadores e trabalhadoras, povos e comunidades tradicionais no Brasil, foram 158 nessa região amazônica;
E dos 27 casos de pessoas torturadas, 24 foram na Amazônia (20 no Pará, 2 em Rondônia e 2 no Maranhão);
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Serviço: Lançamento do relatório Conflitos no Campo Brasil 2018
Quando: 21 de maio de 2019 (terça-feira), às 14 horas.
Onde: Auditório do Departamento de História da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) em São Luís. O local fica na Rua da Estrela, nº 329, Praia Grande, no Centro da capital São Luís (MA).
Mais informações:
Márcia Palhano (coordenação da CPT Maranhão) – (99) 99124-1815
Ronilson Costa  (coordenação da CPT Maranhão) – (99) 98466-2827
Elvis Marques (assessoria de comunicação da CPT Nacional) – (62) 99309-6781

Fonte: CPT Nacional

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