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Caema pega calote de prefeituras, está cheia de “paraquedistas” e Flávio Dino não recebe o sindicato

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03/07/2019

A atual administração da Caema, a Companhia de Saneamento Ambiental do Maranhão, está sendo denunciada por má gestão, desvalorização do servidor, baixos salários, por servir de cabide de emprego para apadrinhados políticos, por dezenas de prefeituras que são dispensadas de pagar a conta, por descumprimento do regimento interno, por 120 mil hidrômetros que foram comprados no governo anterior e ainda não foram instalados, entre outros graves problemas. As denúncias são oriundas do Sindicato dos Urbanitários do Maranhão.

Hoje, quarta-feira (03/07), o presidente deste Sindicato, Fernando Pereira, deu uma entrevista ao Radiojornal Tambor e reafirmou todas essas mazelas. Com dois adesivos colados no peito escrito “Fora André, caemeiro merece respeito”, o sindicalista diz que a Caema precisa de investimentos, de resultados, de uma arrecadação eficiente, de administração séria, além da valorização e estimulo ao envolvimento dos servidores.

Recentemente, a maioria dos servidores da Caema ficou indignada, por informações distorcidas, dadas por jornalistas que hoje apenas cumprem ordens vindas do Palácio dos Leões, dando conta de que esses mesmos servidores ganham mais de 30 mil reais por mês. Eles falam em difamação! Segundo o presidente do Sindicato, entre as empresas de abastecimento de água do Brasil, a Caema é a que tem a menor média de salário do país. Muitos servidores ganham pouco mais de mil reais e 89,2% ganha menos de R$ 10.000,00 (dez mil reais).

A campanha “Fora André” é contra André dos Santos Paula, que hoje seria o mais poderoso diretor da Caema, importado de São Paulo pelo atual governo e que, segundo o sindicato, não valoriza os servidores e não sabe nada da empresa. Pelo regimento, ele não poderia nem ter assumido o cargo. “Mas o governador Flavio Dino preferiu rasgar o regimento”, afirmou o presidente Fernando Pereira. O sindicato diz que hoje existem 110 pessoas de fora do quadro de servidores da empresa, que são cargos comissionados e que recebem mais de dez mil reais, mais os benefícios. São os chamados “paraquedistas”, que representam um gasto extra de mais 14 milhões por ano.

Durante a campanha de 2014, o Sindicato dos Urbanitários apresentou, em relação à Caema, várias propostas para o então candidato a governador, Flavio Dino. Essas propostas não foram consideras ao longo dos anos seguintes e, hoje, a empresa está tão mal gerenciada que segue arrecadando o mesmo valor que era arrecadado nos tempos de Roseana Sarney, o antigo governo maranhense, que é uma referência do que tem de pior no campo político e administrativo.

Fernando Pereira denunciou, na Rádio Tambor, que a Caema presta serviço para 142 municípios do Maranhão. Desse total, 101 não pagam a empresa. Em alguns casos, a dívida tem mais de dez anos. “Esse prefeito era adversário e hoje é aliado. Então, ninguém cobra”, diz o sindicalista, informando que a dívida da prefeitura de São Luís já pode ter ultrapassado o valor de 100 milhões de reais. “Assim a empresa não pode dar lucro. A Caema é viável, mas precisa de uma boa administração”.

Na opinião de Fernando, qualquer governo que queira investir em saúde, tem que começar pela Caema. Ele lembra que o abastecimento de água em São Luis melhorou, recentemente, por conta de investimentos no Italuis. No entanto, a arrecadação da empresa não se alterou. Nesse cenário, os servidores da Caema estão ameaçados de perder direitos garantidos em acordo coletivo. Na opinião de Fernando, o governador Flávio Dino tem o desafio de parar de olhar a Caema “como um problema”, passando a olhar “como um desafio”.

Hoje os servidores da Caema estão em estado de greve. Mas não só para garantir direitos salariais. Eles querem debater a gestão da empresa. Por conta dessa série de problemas, o Sindicato vem tentando uma audiência com o governador que, até o momento, não recebeu os trabalhadores.

Fonte: Agência Tambor.

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