Preencha os campos abaixo para submeter seu pedido de música:

whatsapp-image-2019-08-13-at-09-18-54
No comando: Inscrição para o debate “Comunicação, democracia e desigualdade social”.

Das 17h às

Flávia Regina
No comando: Jornal da Tambor

Das 11:00 às 12:00

Brasil é o quarto país que mais mata ativistas de Direitos Humanos

Compartilhe:
a-servida%cc%83o-nossa-de-cada-dia

Da Agência Tambor
Por Danielle Louise
14/02/2020

Diogo Cabral, advogado da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos-SMDH e Jonas Borges, membro da Direção Estadual do MST-MA, conversaram com a jornalista Flávia Regina, no Radiojornal Tambor, na quarta-feira (12),  sobre as constantes ameaças que ativistas de direitos humanos sofrem no Brasil.

O Brasil é o quarto país onde há mais assassinatos de militantes dos direitos humanos. Na primeira colocação está a Colômbia. E, segundo Diogo Cabral, a maioria dos casos não chegam a ser solucionados e os criminosos não vão à julgamento. Ele destacou que apenas cinco assassinos foram levados à júri, nos últimos anos. “Existe um padrão de impunidade e persistência de violência bruta contra as lideranças”, disse o advogado. 

Diogo Cabral também ressaltou que os crimes estão concentrados na Amazônia brasileira, em torno dos estados do Maranhão, Pará e Rondônia. 

Segundo a Comissão Pastoral da Terra (CPT), os conflitos agrários cresceram no primeiro ano do governo Bolsonaro. 

Despejos, assassinatos e reforma agrária paralisada marcam primeiro ano do governo Bolsonaro

Jonas Borges explicou que os conflitos se originam por conta da concentração de terras. Hoje, segundo ele, 50% do território nacional está nas mãos de 1% de proprietários. Os governos estaduais ou federais, anteriores e atuais, não tiveram como proposta a reforma agrária.

“Não é uma questão de governo, pois se o governo não enfrentar as causas, não resolve as questões”, esclareceu o diretor do MST-MA. “Nós só vamos ter uma verdadeira reforma agrária quando se mexer na estrutura fundiária do país”, disse. 

O diretor do MST ressaltou como em todo o Maranhão há diversas famílias ameaçadas por conta desses problemas sociais e que existe um estímulo dos conflitos por parte do poder público.

Os convidados também comentaram sobre os 15 anos do assassinato da Irmã Dorothy Stang, na região do estado do Pará e evidenciaram o legado que a ativista deixou. “A Irmã Dorothy está presente nas lutas dos movimentos sociais desse país”, enfatizou Diogo Cabral.

Eles também relataram sobre o lançamento da Cartilha: Pedagogia da Proteção para ativistas dos direitos humanos.

Ouça a entrevista completa em nosso TamborCast:

 

Deixe seu comentário: