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Aids ainda mata muito no Maranhão!

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Da Agência Tambor
Por Danielle Louise
14/01/20

Fernando Cardoso, membro da coordenação colegiada do Fórum de AIDS (uma articulação Estadual de Luta Contra Aids), membro do grupo Solidariedade e Vida (SoliVida) e representante da região Nordeste da Articulação Nacional de Luta Contra Aids, foi o entrevistado desta terça-feira (14), do Radiojornal Tambor.

Ele conversou sobre o índice de pessoas infectadas no Maranhão, o aumento do vírus entre mulheres grávidas e as políticas de prevenção do estado.

O entrevistado comentou à Tambor que o Maranhão, de acordo com dados do Ministério da Saúde de 2018, é o primeiro lugar no raking brasileiro de mortalidade por Aids, chegando a 5,5% de mortes por 100 mil habitantes.

Ele explica que a grande oferta do teste rápido, disponibilizado em várias unidades de saúdes e em campanhas de prevenção, possibilita que as pessoas obtenham o diagnóstico precoce, o que também gera um aumento no número de infectados. “Têm muitos estados que ainda mascaram os resultados pois não possuem o teste rápido”, ressalta o coordenador do Fórum.

Fernando alertou, ainda, sobre como São Luís se tornou a primeira cidade nordestina, e terceira no Brasil, em colocação de mulheres grávidas infectadas com o vírus HIV, com número acima da média nacional. Uma das principais causas é a falta de exames pré-natais, nas quais muitas mulheres maranhenses ainda não realizam.

“Detectado o vírus, trabalhamos para que as crianças não sejam infectadas”, disse Fernando. Para tratar esses números alarmantes, ele destacou à jornalista Flávia Regina, que os parlamentares e gestores dos municípios maranhenses precisam se sensibilizar sobre o tema.

De acordo com ele, 33 cidades têm programas voltados para a prevenção da Aids e atuam de forma regionalizadas em seus polos. Essas campanhas surgiram porque a sociedade civil as desenvolveu junto aos gestores.

“Os dados nós apresentamos. Fazemos nosso pequeno trabalho, mas a expansão dele deveria ser feita pelos municípios, pois em alguns ainda não há adesão às campanhas. Está faltando seriedade e compromisso”, argumentou o entrevistado.

 

Ouça nosso TamborCast com a entrevista de Fernando Cardoso:

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